Estar de verdade em cena. Em qualquer personagem, com consistência.
O caminho concreto até ali: 5 capacidades treinadas numa ordem que resolve o corpo antes de resolver a cena, pra você chegar com o trabalho feito em cada teste e em cada set. Sem depender de sorte de teste ou de inspiração que aparece num dia e some no outro.
Quero entrar no MétodoSegundo take da selftape. O celular apoiado numa pilha de livros, a luz do abajur virada pro teto do quarto. A atriz repete a fala com a entonação que decidiu na noite anterior, depois de testar três variações até escolher a que soava melhor. Grava o take. Assiste a própria gravação.
Falta verdade na cena.
Terceiro take, tentando colorir o texto. Assiste o take de novo. A mesma coisa, com mais esforço em cima. No quarto ela já não sabe mais o que mudar, então muda o que dá pra mudar: fala mais alto, fala mais baixo, segura uma pausa antes da última frase. Manda o terceiro, que é o menos pior.
E fica com aquela sensação que não tem nome ainda: dá pra notar, do outro lado da câmera, que aquilo é atuação.
Seis coisas que dão trabalho e não resolvem isso
É o que eu e quase todo mundo que vem estudar comigo fazíamos.
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Decorar o texto com a intenção junto.
A pessoa escolhe em casa como cada fala vai sair, e decora a fala com a entonação colada nela. Aí no set a direção pede outra coisa, e não vem. Não vem porque o que ficou decorado foi o resultado. Quando a pessoa decora o resultado, ela não tem mais de onde tirar outra coisa.
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Leitura de mesa atrás de leitura de mesa, com a cara enfurnada no texto.
Na primeira leitura ainda acontece alguma coisa. Na décima, está tudo igual, e todo mundo naquela mesa fala tudo com exatamente as mesmas entonações. Vira duas pessoas falando sem se comunicar. Sem troca, sem diálogo. Leitura é momento de descoberta, e a descoberta vem do outro, não do papel.
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Tentar adivinhar o que a direção quer ver.
Antes de gravar o teste, a pessoa tenta montar na cabeça a versão que a diretora de elenco estaria esperando. Grava aquela versão. E o que chega do outro lado é a ideia que ela fez do que esperavam dela, no lugar dela em cena. Que é sempre uma ideia genérica, porque ninguém consegue adivinhar direito.
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Ensaiar tentando repetir o que funcionou da última vez.
Num ensaio a cena aconteceu, e no ensaio seguinte a pessoa vai atrás daquilo: quer sentir de novo o que sentiu ali. Só que o ensaio de hoje é hoje, com o que está acontecendo com ela hoje, e é disso que a cena tem que sair. Quando o alvo vira reproduzir a versão anterior, cada ensaio leva a cena um pouco mais pra longe do que está vivo agora. Era o que eu fazia, e é o que mais aparece quando alguém me manda um take pra eu olhar.
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Tentar achar a emoção da cena e atuar aquela emoção.
A pessoa lê a cena, decide que ali é raiva, e entra tentando sentir raiva por decisão. Lembra que a direção fala "ação" pra começar a gravar? Ela não fala "emoção". A emoção é consequência de a personagem estar conseguindo ou não o que ela precisa. Perseguir a emoção direto é perseguir a consequência sem a causa, e o corpo sabe disso mesmo quando a cabeça não sabe.
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Inventar a personagem no caderno.
Escrever a história de vida inteira, decidir racionalmente o jeito de andar, o jeito de falar, os maneirismos. Não adianta botar num caderno um zilhão de experiências de vida da personagem que amanhã a pessoa não vai nem lembrar, quem dirá experienciar no corpo.
Seis ferramentas que dão trabalho e continuam sem resolver o que aparece na tela: a fala que soa igual de tanto repetir, o corpo que desregula na hora do teste, e a cena que fica fora do lugar sem que ninguém ali saiba apontar onde.
O que mudou no trabalho delas
A explicação que eu também aceitei, e que não diz o que fazer com o texto na mão
Existe uma explicação que ninguém questiona: tem dia que funciona e tem dia que não funciona.
Ela resume tudo e não resolve nada. Eu escutei essa explicação durante a minha formação inteira. Ela nunca me deu um caminho concreto pra seguir na hora de preparar o texto do próximo teste.
E ela deixa de pé a parte mais estranha da coisa. A mesma atriz faz uma cena boa numa semana e não consegue repetir aquilo na semana seguinte, com o mesmo texto, sabendo tudo que sabia antes. Se fosse só o dia, a mesma pessoa, preparada do mesmo jeito, não teria um resultado num teste e outro completamente diferente no teste seguinte.
Então ela procura outra explicação, e as que encontra também não ajudam. Foi o cansaço. Foi a sala, foi a luz, foi o nervosismo. Fez faculdade de teatro, ou workshop atrás de workshop, leu o texto em voz alta seguidas vezes tentando achar o tom certo. Isso é trabalho de verdade. E mesmo assim, teve teste em que funcionou e teste em que não.
Sai de lá revisando as próprias escolhas. Acha que decorou pouco o texto. Acha que devia ter ensaiado a cena mais uma vez. E aí vem o pensamento que morde: então o problema deve ser eu.
Só que a resposta não estava em nada que ela já tinha à mão.
De onde vem essa metodologia
Eu também vivi isso.
Eu sou de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Cidade pequena, sem faculdade de artes cênicas quando eu estava no auge dos meus dezessete anos, e sem a facilidade do digital que existe hoje. Em 2007 eu decidi que queria ser atriz. Levei alguns anos pra conseguir sair de lá, e quando consegui, fui pra capital estudar numa faculdade de artes cênicas.
Foram três anos e R$48.000, sem contar o custo de morar e comer em São Paulo. Me formei há mais de dez anos, e aquele valor, corrigido, passaria hoje de R$120 mil.
Eu me via atriz no papel, com diploma e com DRT. Não me sentia atriz.
Eu via em ator e atriz de fora uma consistência que eu não achava quem me ensinasse a alcançar aqui. Então eu fui procurar fora do país. Fiz um curso em Harvard ministrado pelo Teatro de Artes de Moscou, e já ali eu percebi que o Stanislavski que tinham me ensinado não era o sistema Stanislavski.
Depois desse curso eu conheci um professor que me apresentou tudo que se desenvolveu a partir do sistema Stanislavski ao longo de mais de cem anos. Um século de gente testando, corrigindo e melhorando aquilo, com nomes que eu nunca tinha ouvido em nenhum curso que eu tinha feito.
Nada daquilo tinha chegado até mim na minha formação.
E eu não mergulhei de cabeça na hora. Desde criança todo mundo dizia que eu tinha talento, e eu acreditava nisso. Eu carregava uma crença enraizada de que a qualidade do trabalho de um ator ou de uma atriz vinha do talento dela. Encarar aquele material de frente era aceitar que eu ia recomeçar do zero, depois de três anos de faculdade e de curso atrás de curso. Então eu botei o dedinho do pé.
Até que eu vi um ator que, do alto da minha soberba de jovem atriz talentosa, eu julgava sem talento. Eu achava que alguém devia avisar a ele pra desistir, porque atuar não era pra ele.
Ele sabia que não tinha talento, então ele se dedicava. Estudava e treinava as ferramentas que eu vinha resistindo em estudar a fundo. E eu vi esse ator alcançar em cena emoções que eu não alcançava, com uma consistência que eu não tinha. Não foi uma vez, não foram duas. Ali eu não tinha mais como manter a venda nos olhos.
Foi ali que eu pensei: eu tô ficando pra trás.
E aí sim eu mergulhei. Engoli a bibliografia desses mestres e mestras, fiz todos os cursos que encontrei no Brasil que falassem de qualquer uma dessas ferramentas, fiz outros online, em escolas de fora. E fui até a França estudar com um professor que não tem curso online nem livro publicado. Foi com ele que eu descobri que dava pra construir personagem por exercício sensorial, que é a porta de onde saiu boa parte do que eu ensino hoje.
Aprendi muita coisa boa nesse percurso. Comecei a ensinar, comecei a preparar. E ainda tinha vezes que não funcionava.
O aluno seguia a técnica certinha, e ainda dava pra ver que ele estava atuando.
Em 2021 eu engravidei. Não foi uma gravidez planejada, e eu não fazia ideia de como ser mãe. Mas eu amo estudar, então decidi estudar pra ser mãe. Paguei R$16.000 numa pós-graduação em neurociência e educação socioemocional pra me preparar pra maternidade.
Foi lá que eu estudei sistema nervoso. E foi estudando sistema nervoso que eu entendi por que o trabalho ainda tinha vezes que não funcionava com meus alunos.
Nenhuma das formações anteriores tinha me mostrado o que eu encontrei ali.
O corpo decide antes de você decidir
A regulação do sistema nervoso.
Segundo a teoria polivagal, o sistema nervoso pode operar em três estados: relaxamento, luta-e-fuga ou congelamento. Essa teoria foi desenvolvida pelo neurocientista comportamental Stephen Porges, e foi ela que reorganizou tudo que eu ensinava.
- Relaxamento a realidade da cena tem onde pousar
- Luta-e-fuga o ombro sobe · o corpo não desacelera pra entrar na cena
- Congelamento o corpo desliga · apatia, entorpecimento, nenhuma emoção encontra saída
Em luta-e-fuga ou em congelamento, o corpo trata aquela sala, aquela câmera, como perigo de verdade, e entra em modo de sobrevivência. Em luta-e-fuga o ombro sobe, a respiração encurta, e o corpo não desacelera pra entrar na cena. Em congelamento o corpo desliga: apatia, entorpecimento, nenhuma emoção encontra saída. Aquele corpo fica desconectado dele mesmo, e ali não sobra espaço nem pra sentir a cena nem pra expressar a cena. Nada disso é escolha. O corpo obedece ao que ele reconhece como ameaça ou como seguro, e não obedece explicação racional. A pessoa pode saber, com todas as letras, que ali não tem perigo nenhum, e o corpo continua achando que tem.
E em modo de sobrevivência não existe espaço fisiológico pra viver de verdade uma realidade imaginária. Não importa quantas vezes a cena foi ensaiada antes. Não importa quanto trabalho de mesa foi feito. O trabalho está todo lá, e não tem onde pousar.
É por isso que trabalho de mesa e repetição não dão conta sozinhos. Eles trabalham a cena. O que estava desregulado era o instrumento.
Tem uma segunda parte disso, e ela é menos óbvia. Ao longo da vida a gente aprende a não sentir certas coisas, porque em algum momento não foi seguro sentir aquilo. Isso fica no corpo. É como ter um piano inteiro na sua frente e tocar sempre nas mesmas oito teclas. Dá pra fazer música com oito teclas. Só que vira sempre a mesma música, e em cena isso significa ser ator e atriz de uma personagem só.
Ninguém me ensinou isso numa aula de interpretação. Eu só fui encontrar quando fui procurar fora da sala de ensaio.
Tem uma coisa que eu preciso te contar aqui, porque ela muda como você lê o resto.
Eu fui atrás de técnica e de ferramenta pra resolver um problema meu. A atriz frustrada com a falta de um caminho concreto era eu. Eu estava muito animada com o que eu estava aprendendo, e atores amigos meus perceberam que eu tinha um conhecimento ali. Eles começaram a me pedir preparação, um atrás do outro, e as preparações começaram a acontecer. Foi aí que eu tomei gosto pela pesquisa, pelo desenvolvimento técnico, pela preparação e pelo ensino. Fui juntando as peças, fui formando turma.
De um certo ponto em diante, a pesquisa deixou de ser por mim. A pós-graduação eu fiz grávida, querendo entender como ser mãe, e o que eu encontrei ali respondeu o que eu ainda não conseguia resolver com os meus alunos. Boa parte do que eu pesquisei desde então eu pesquisei desse lugar: de professora e de preparadora.
O que sustenta o que eu ensino é o trabalho de quem aprendeu isso comigo e foi pra frente.
As cinco capacidades, e por que a ordem entre elas importa
Hoje a metodologia inteira se organiza em cinco capacidades. Cada uma resolve uma parte, e cada uma se apoia na anterior.
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Afinar e expandir o próprio instrumento
Afinar é não deixar o nervosismo roubar a cena. O violino não desafina porque o violinista está nervoso com a apresentação, e o corpo de quem atua devia funcionar igual. Expandir é abrir as oitavas emocionais que a vida foi fechando, as teclas do piano que estão ali e não tocam.
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Analisar um texto
O que fazer com o texto antes de decorar o texto. Arco, motivação, obstáculo, o que não está dito, e principalmente a necessidade: o que a personagem precisa da outra pessoa naquela cena.
As personagens mentem. Mentem pra si mesmas e mentem pras outras personagens, assim como gente de verdade mente. As palavras são a pontinha do iceberg, e a análise é o trabalho de descobrir o resto.
Com a bunda na cadeira a gente mapeia possibilidades. É levando essas possibilidades pra jogo, mais na frente, que a gente descobre as mais potentes.
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Tornar pessoal
Fazer as circunstâncias imaginárias da personagem importarem de verdade pra você. É trabalho sensorial. Acontece no corpo, com a cena na frente, não no caderno.
Foi na pós-graduação que eu entendi por que isso funciona: o cérebro responde à circunstância imaginária como se ela fosse real. Uma necessidade real, dentro de uma circunstância imaginária.
Aqui também entra a construção de personagem, e ela funciona ao contrário do que parece: você não decide a personagem, você descobre ela.
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Ensaiar uma cena
Colar todo esse trabalho no corpo e no inconsciente, em vez de repetir a cena 500 vezes como se cada ensaio fosse a gravação.
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Conectar-se com a realidade da cena
O que acontece nos minutos antes do "ação". Primeiro o estado criativo, que pede um pouco mais de antecedência. Depois a porta de entrada, um minutinho antes.
É a capacidade que quase ninguém trabalha, e é a que decide o take.
A ordem entre elas importa. As quatro primeiras fazem o trabalho: o instrumento afinado, o texto analisado, a circunstância imaginária virando importante pra você de verdade, a cena colada no corpo.
A quinta é a que abre a porta pra tudo isso acontecer no momento presente.
Fora dessa ordem, o trabalho não tem onde pousar. O corpo ainda está em luta-e-fuga, ainda está em congelamento, e a cena continua acontecendo só na cabeça.
É por isso que o curso completo segue exatamente essa ordem, da primeira à última aula. Resolve o corpo antes de resolver a cena. Cada capacidade apoiada na anterior, na mesma ordem que eu levei anos, alguns países e uma pós-graduação pra encontrar.
Quero entrar no MétodoDentro dessas cinco capacidades tem mais de 40 ferramentas. Você não vai usar todas sempre ao mesmo tempo, nem do mesmo jeito que a colega do lado, e a gente chega nisso mais pra frente.
Isso não fica só no que eu conto
O Vino Fragoso fez faculdade de artes cênicas. No primeiro semestre, um professor de interpretação disse pra ele que talvez a profissão não fosse pra ele. Ele seguiu mesmo assim. Dezessete anos de carreira no teatro, e nenhuma oportunidade no audiovisual, ouvindo sempre que era teatral demais, histriônico demais.
Ele veio estudar comigo durante a produção de uma peça própria, que estrearia dali dois meses. Fez esse trabalho pela primeira vez. Na temporada, as pessoas começaram a dizer que ele era muito do cinema. O mesmo professor que tinha sugerido que ele desistisse foi assistir, e foi parabenizar.
Ele terminou a temporada com um agenciamento e com um convite de um produtor de elenco da Globo pra dez diárias numa novela. Depois disso teve as duas primeiras oportunidades de teste da vida dele, e passou nas duas, uma delas em Arcanjo Renegado.
Não mudou o currículo dele. Não mudou a cidade em que ele mora. Mudou a qualidade do trabalho que ele entregava, e mudou o que ele fazia antes de entrar em cena.
O Alex Lessa é do Ceará. Sotaque forte, sem seguidores, e sem ninguém no mercado pra indicar ele. Nenhuma das portas que costumam abrir uma carreira estava aberta pra ele, e ele não morava perto de nenhuma delas.
Ele era aluno quando fez um teste pra cinema, gravado de onde ele mora. Passou, e fez o longa Sábado Morto. Quem escalou ele foi o Gabriel Domingues, diretor de elenco de O Agente Secreto, indicado ao Oscar de melhor seleção de elenco. Do outro lado da câmera chegou a cena que ele gravou, e mais nada.
A Giovana Cordeiro aplicou a metodologia pela primeira vez numa participação em Pantanal, na personagem Generosa, com o sensorial da vida da personagem montado antes de gravar. Depois veio o teste pra Xaviera em Mar do Sertão, preparado numa manhã pra gravar à tarde. E dali em diante ela não parou mais: protagonista de Fuzuê, atriz convidada em Dona de Mim, e como protagonista na série Mansão Edone e o filme Meu Sangue Ferve por Você.
A Bárbara Reis começa a história dela dizendo que nunca tinha passado num teste. Nenhum. Ela já estava na profissão, já fazia teste, e a resposta não vinha. Foi nesse ponto que ela veio estudar comigo. Depois disso ela chegou a protagonista de novela das nove.
E essa parte específica não é só dela. A primeira aprovação depois de anos gravando teste e não recebendo resposta é o que mais aparece nas mensagens que chegam pra mim. O Johan, a Maria Cruz, o próprio Alex. Histórias diferentes, mesma virada, e nenhum deles mudou de cidade nem de currículo pra chegar lá.
A Rayssa Bratilieri é protagonista do filme A Pecadora e também de The Modelizer, produção de Los Angeles e Hong Kong. No teste de The Modelizer, a personagem dela não falava inglês direito, e o roteiro resolvia isso pedindo que ela digitasse as falas no tradutor do celular e mostrasse a tela pra outra personagem. Numa selftape, que é gravada sem corte, isso tirava o ritmo da cena e deixava a Rayssa com o celular na mão em vez de atuando. Então, na hora de gravar a selftape, nós mudamos: em vez de digitar, ela falava as falas em português pro tradutor, que faz isso também, e a selftape saiu com legenda em inglês. Ela passou no teste, e o roteiro do filme foi alterado por causa da proposta que ela levou.
A Arianne Botelho está na quarta protagonista seguida: Caramelo na Netflix, a novela vertical Então é Amor? do Globoplay, o filme A Prisioneira, e a novela das seis, Lá na Minha Terra.
O Gabriel Alvim era aluno do curso completo quando gravou um teste pra uma série da Netflix, e passou nesse teste. O que ele aplicou pra preparar aquela cena é a mesma metodologia que está aqui dentro.
Todos eles são alunos e alunas da metodologia. O que eu ensino é a preparação, que é a parte que dá pra controlar. Quem decide se aquele teste vira papel está sempre do outro lado da câmera.
Quero entrar no Método
Depoimentos de alunas e alunos, com trechos de cena
É isso que você recebe ao entrar no Método Thaís Mansano
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O curso completo, com as cinco capacidades. 87 aulas.
Tudo liberado de uma vez, no dia em que você entra, na ordem das cinco capacidades. Cada capacidade vem com exercício guiado, pronto pra fazer todo dia. Quem quiser correr, corre. Quem precisar de mais tempo numa capacidade, fica nela.
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O workshop "3 Anos de Atuação em 3 Dias", em 9 aulas gravadas.
Você não espera terminar as cinco capacidades pra botar a mão na massa. Já na primeira semana, treina a regulação do sistema nervoso e o sensorial da vida da personagem.
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Masterclasses com profissionais convidados.
Quatro já estão gravadas, e você assiste a todas no dia em que entra. Um agente de atores falando de mercado. Uma mestra em fonoaudiologia falando de voz. Uma atriz e bailarina falando de expressão corporal. E uma sobre como tirar um projeto do papel. Quando aparece um tema que vale a pena, a gente marca outra com um convidado novo, e a gravação entra junto com as anteriores.
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Aulões sobre o que mais aparece nos plantões.
Quando uma dificuldade começa a se repetir nos formulários, ela vira aulão. O mais recente foi sobre necessidade de cena.
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Plantão de dúvidas e feedback, ao vivo, uma vez por semana, uma hora.
Você manda a dúvida ou o vídeo da sua cena por um formulário, e eu vou respondendo na ordem em que os formulários chegaram. O que não couber na hora abre o plantão seguinte, de onde eu parei.
Uma coisa que é melhor você saber antes de entrar: tudo que é enviado pro plantão é visto por todo mundo que está ali, inclusive o seu vídeo. Isso é de propósito. Boa parte do que você aprende no plantão vem do ajuste que eu dou na cena de outra pessoa, e o que você manda também ensina alguém. Os plantões ficam gravados.
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Comunidade no WhatsApp.
É o principal ponto de contato do curso: todo comunicado oficial sai por ali. E é onde você marca de treinar os exercícios com quem está no mesmo caminho concreto, e conhece gente que trabalha onde você quer trabalhar.
Dois presentes, pra quem entrar em qualquer dia da semana de inscrição.
Direcionamento de Carreira, comigo. Como tirar o seu DRT: qual documento, por onde, o que comprova o quê. Como montar um material que mostre o seu trabalho, e o que falar num vídeo de apresentação. Como usar as redes sociais a seu favor. Como montar um perfil que funcione nas plataformas de elenco. E, no fim do curso, você fica sabendo como pedir acesso à lista de e-mails de diretores de elenco que a gente mantém aqui, com mais de cem contatos, junto com o que escrever nesse e-mail, com que frequência mandar, e como saber se ele foi lido mesmo quando não vem resposta.
Produção de Material, com o Tom, meu companheiro, ator, diretor e diretor de fotografia. Como tirar foto e gravar monólogo e selftape com qualidade usando só a câmera do seu celular: luz, enquadramento, som e fundo, com o que você já tem em casa. Sem câmera boa e sem equipamento. Pra quando a produção pedir uma selftape e o prazo for pra ontem.
Tudo isso é seu por 1 ano. Você revê as aulas quantas vezes quiser.
Quero entrar no Método
Alunas e alunos sobre confiança no próprio trabalho
Quanto custa
Você já sabe o que eu paguei pra aprender o que está nesse curso: três anos de faculdade, pós-graduação, formações fora do país, professores que cobram em dólar e em euro, e mais de dez anos juntando isso numa ordem que funcionasse. Esse curso é o caminho concreto que eu queria ter comprado pronto, na época.
- O curso completo, com as cinco capacidades. 87 aulas.
- O workshop "3 Anos de Atuação em 3 Dias", em 9 aulas gravadas.
- Masterclasses com profissionais convidados. Quatro já gravadas.
- Aulões sobre o que mais aparece nos plantões.
- Plantão de dúvidas e feedback, ao vivo, toda semana.
- Comunidade no WhatsApp.
- Direcionamento de Carreira e Produção de Material.
1.997 à vista
ou 12x de 218,88
Os dois cursos que eu te mostrei ali em cima, o de direcionamento de carreira e o de produção de material, entram junto, sem custo.
E por trás de tudo isso, uma garantia em duas camadas: se você praticar os exercícios e mesmo assim não funcionar, quem carrega o risco sou eu.
À vista é a forma mais barata de entrar. Também dá pra parcelar em 12x de R$218,88, e aí entram os juros do cartão. É por isso que a soma das doze parcelas fica acima do valor à vista. Quanto menos parcelas, menos juros.
Quero entrar no MétodoA garantia, nas duas camadas
Por lei, todo produto online tem 7 dias de garantia. Você pode desistir nesse prazo, sem precisar justificar, e recebe o dinheiro de volta. É só apertar um botão dentro da plataforma do curso na Hotmart.
Eu dou mais que isso.
Depois dos 7 dias, você tem 90 dias. Nesses 90 dias, você assiste às aulas, estuda, treina os exercícios das cinco capacidades, pratica, leva suas dúvidas e cenas gravadas ou os exercícios pros plantões ao vivo, regularmente, e aplica os ajustes que eu devolvo pro seu caso.
Se depois desses 90 dias, fazendo esse trabalho inteiro, você ainda não estiver de verdade em cena, eu marco um encontro particular com você. Só pra entender o que está no caminho, especificamente no seu caso.
Desse encontro sai mais 90 dias, com direcionamento personalizado pro que apareceu ali.
Se depois desse segundo prazo ainda não funcionar, devolvo o valor da sua inscrição inteiro. E pago mais R$500 pelo transtorno de ter feito você perder esse tempo.
Essa garantia pede uma coisa sua: prática real, cena levada aos plantões, ajuste aplicado. Em troca, ela cobre 90 dias, e mais 90 depois disso, com dois momentos em que eu olho o seu caso de perto, antes de qualquer devolução.
O que as pessoas me perguntam antes de entrar
Justo. Eu ensino atuação online desde a pandemia, e antes disso dei aula presencial. A resposta que eu tenho pra te dar é o trabalho de quem estudou comigo. Alguns nomes estão aqui em cima nesta página, além dos quatro vídeos com alunas e alunos contando o que mudou, e dá pra você procurar cada um deles e ver o que eles estão fazendo hoje. Fora esses, tem outros que você encontra no meu perfil do Instagram.
E se ainda assim não der, a garantia existe pra isso. Você entra, treina os exercícios, e se não funcionar pra você, quem carrega o risco sou eu.
Eu fiz três anos de faculdade de artes cênicas e, depois dela, curso atrás de curso. Saí com diploma e com DRT, e continuava sem saber o que fazer com o texto quando ele chegava na minha mão. Uma cena boa saía de vez em quando, e no dia seguinte eu não sabia como chegar naquilo de novo. Eu esperava o elogio de alguém pra saber se a cena tinha funcionado.
O que faz uma mudança durar meses é repetir o mesmo exercício com alguém corrigindo o seu trabalho enquanto você repete. Aqui você recebe a ordem das cinco capacidades, e ela te diz o que treinar primeiro e o que vem depois. O exercício de cada dia é curto, e você repete esse exercício todo dia, no seu quarto. E toda semana você grava uma cena, manda ela pro plantão, e eu devolvo o ajuste em cima do que você gravou.
Na prática, a sua segunda-feira tem duas tarefas: o exercício de regulação do sistema nervoso de manhã e a cena gravada que você manda pro plantão da semana. Daqui a três meses a segunda-feira é essa mesma, com o ajuste de cada plantão anterior já dentro do seu trabalho. A diferença continua aí porque ela mora no que você treina toda semana.
Não ensina todo mundo do mesmo jeito. A ordem das cinco capacidades é o mapa, e o mapa não muda.
O que muda é o veículo. Lá dentro tem mais de 40 ferramentas, e você não vai usar todas, nem vai usar do mesmo jeito que a colega do lado. Uma pessoa pode precisar de mais ferramentas pra afinar o instrumento, pela história de vida que ela tem. Outra pode precisar de mais tempo de treinamento sensorial. E por aí vai. A ferramenta que funciona pra você, você descobre treinando, com o plantão ajustando junto.
Acontece o contrário, e por um motivo específico. O que engessa a fala é decorar o resultado: a entonação escolhida em casa, decorada junto com o texto. Aí só existe uma versão, e ela sai igual toda vez.
O trabalho de análise produz material, e material dá de onde tirar dez versões da mesma cena. É o que te sustenta quando a direção pede diferente.
Então você começa na ordem certa, que é uma vantagem e não um atraso. Uma parte grande do que eu ensino é desapegar de vício de atuação, coisa que a gente pega pelo caminho e depois precisa desaprender. Quem ainda não tem esses vícios pula essa parte.
O DRT não vem junto com o curso. O que vem é o caminho pra você tirar o seu, e ele está no curso de Direcionamento de Carreira, que já entra junto: qual documento, por onde, o que comprova o quê. Ali também tem como montar o seu material e como se cadastrar nas plataformas de elenco.
O teste é gravado, então o que chega do outro lado é a cena, não o seu endereço. O Alex Lessa é do Ceará e passou num teste pra cinema sem seguidores e sem ninguém pra indicar ele.
Sobre o online: eu ensino atuação assim desde a pandemia, e não conheço pessoalmente a maioria de quem estuda comigo. No presencial, o treino acontecia uma vez por semana, no dia da aula. Online muda isso: você treina o exercício todo dia, no seu quarto, no seu horário, sem esperar a próxima aula chegar. E toda semana tem o plantão ao vivo, que é onde eu abro as cenas que chegaram pelo formulário e devolvo o ajuste. A tela não muda a verdade em cena. Muda só onde e quando você treina.
Ninguém tem tempo sobrando. Nem você, nem quem já é protagonista de novela.
O curso pede treino com constância, não com duração longa: um exercício de regulação do sistema nervoso de manhã, uma cena gravada pro plantão na semana. Cabe dentro da rotina que já existe, sem pedir hora extra que ninguém tem. E ao entrar no curso você recebe um cronograma de um mês de treinamento e estudo, pra te ajudar a começar.
Entendo. Cachê varia. Vem maior num mês, menor no outro, às vezes não vem. E R$1.997 pesa diferente dependendo do mês em que a inscrição cai.
Lembra do que eu te contei lá atrás: uma faculdade inteira, formações fora do país, cursos avulsos que sozinhos já custavam mais do que esse curso completo. Aqui sai por R$1.997 à vista ou 12x de R$218,88.
Tem outra conta que ninguém emite nota pra mostrar: o custo de continuar sem preparo. Um teste em que a fala ainda mora só na cabeça, e uma oportunidade que passa uma vez.
Hoje dá pra resolver de duas formas. A primeira: cartão virtual, que os bancos liberam na hora, direto pelo aplicativo, com limite disponível ali. A segunda: dividir a inscrição em dois cartões diferentes, cada um entrando com uma parte do valor.
E se nenhuma das duas resolver, manda mensagem pro nosso suporte que a equipe te ajuda a chegar numa solução.
Chamar no WhatsAppO ano inteiro é seu desde o primeiro dia: as 87 aulas liberadas de uma vez, o workshop, as masterclasses, e o plantão toda semana com as gravações. Você revê o que quiser, quantas vezes quiser, nesse período.
Passado o ano, quem quiser continuar pode renovar. O valor da renovação é definido na época, e é sempre menor que o preço cheio do curso.
Alunos e alunas de fora dos grandes centros
As inscrições estão abertas
As inscrições estão abertas agora, e fecham sexta-feira, dia 23 de outubro de 2026, às 23h59.
Clica no botão abaixo, escolhe a forma de pagamento, e você já entra na turma que treina a metodologia completa comigo.
Quero entrar no curso completo do MétodoP.S. O carrinho fecha sexta-feira, 23/10, às 23h59, e com ele fecha essa condição inteira: o preço desta semana, o acesso de um ano ao curso completo, e os dois cursos que vêm junto.
Você conhece o seu trabalho melhor do que eu. Se o que está faltando é treino com correção em cima, semana após semana, é isso que tem aqui dentro. A porta fica aberta até sexta-feira, 23h59.